Fonte: Google Images

Como decorar uma casa de madeira?

Como dizia Judy Garland, em O Mágico de Oz, um dos meus filmes favoritos: “Não há lugar como o nosso lar”. Ele pode ser grande, pode ser pequeno, pode ser para uma pessoa, para um casal, para muita gente… Não importa. Se acolhe, se protege, é nosso lar. Com a oferta de casa à venda cada vez maior, tenho várias amigas e conhecidos que também estão passando pelo mesmo processo: conquistando o próprio espaço, a casa própria. Mas como transformar uma casa em um lar?

Desde muito pequena sonho com minha casa. Em arrumar os cantinhos, em receber os amigos, em criar um lar. Quando consegui minha primeira casinha, alugada, pequenina, delirei: comecei a decorá-la, a ajeitá-la, a tentar deixá-la com minha cara. Nem sempre consegui. Para mim, “conhecer a própria cara”, em termos de decoração, foi um processo que levou tempo e foi baseado em muita tentativa e erro.

Enfim, depois de quase 13 anos morando de aluguel, parece que meu sonho de casa começa a se tornar realidade. Pela primeira vez, penso em decoração como algo “permanente”, algo pensado para um espaço que sei que será definitivo. Nada mais de “dar um jeitinho” ou de inventar soluções que passíveis de serem aproveitadas para outros espaços – que tanto podiam ser maiores quanto menores.

Mas agora várias dúvidas surgem: nossa casinha será de madeira, pré-fabricada. Apesar de cheia de janelões, fico pensando se não corro o risco de deixar os ambientes muito escuros. Meus móveis atuais são de madeira (imbuía, um tantinho mais para o escuro). Pensar em trocá-los ou reformá-los, com tanta despesa de construção, é totalmente inviável. Quando a casa estiver pronta, pretendemos mudar com o que temos e depois ir acertando o que for necessário.

No futuro, penso em fazer pátina em algumas peças, de repente até pintar uma ou outra parede de um tom mais claro. Mas isso será bem para o futuro. Enquanto isso, o jeito é colocar a cachola para funcionar e buscar ideias que sejam viáveis tanto do ponto de vista econômico quanto de tempo disponível. Após uma pesquisada no santo Google, fiquei pensando que talvez a melhor solução seja optar por acessórios claros/coloridos. Vejam o que encontrei:

Cortinas leves e clarinhas realmente ajudam. Os tapetes também podem ter tons mais neutros, pendendo para o claro.

Fonte: Google Images

É mais fácil trocar a roupa de cama do que os móveis da casa. Um edredon branquinho e fofinho desses cairia super bem na minha cama…

Fonte: Google Images

E, na cozinha, potes coloridos podem dar um toque simpático…

Fonte: Google Images

Aceito (e preciso) de sugestões. Como vocês resolveriam meu problema?

Frente do terreno em outubro de 2012

O sonho começou

Agora é pra valer. Demos a largada no que posso considerar uma das grandes aventuras das nossas vidas. De repente, o terreninho – guardado há mais de quatro anos – começa a ganhar vida. É pedreiro para cá, escavadeira para lá, cava daqui, joga terra acolá. O frio na barriga só aperta. E o sonho finalmente parece começar a se concretizar.

Há mais ou menos um mês e meio fechamos contrato com a empresa que fará a casa – de madeira, pré-fabricada, ideal para o que queremos. Contratamos uma arquiteta – anjo da guarda que caiu em nossas vidas – e demos início ao projeto. Planeja, muda de ideia, e finalmente ficou tudo pronto. Semana passada a arquiteta deu entrada na prefeitura.

Nesse meio tempo, começamos a mexer no terreno. Ele antes era assim:

Terreno em julho de 2012, no início das obras do poço caipira

Não demorou muito para ficar assim:

Terraplanagem, em julho de 2012

Para começar a obra da casa, precisamos de alguma infra… o terreno fica em um lugar um pouco afastado, com poucas facilidades urbanas. Ou seja: nada de água encanada, esgoto, coisas assim. Tentamos inicialmente um poço caipira – não deu água. Partimos, então, para o artesiano. Uma fortuna (muito além do orçamento que tínhamos imaginado), mas pelo menos resolvemos a questão.

O segundo passo foi fazer a terraplanagem. Pouca coisa, mais acertar a terra do que movimentá-la realmente. E, agora, estamos na etapa do alambrado. A situação atual é essa:

Frente do terreno no final de setembro de 2012

O alambrado está quase pronto. A área do ateliê já está demarcada. A empreiteira que fará essa parte da obra deve começar na próxima segunda (com previsão de término para dezembro). Hoje tivemos uma reunião com o engenheiro da casa de madeira, para fechar projeto de hidráulica e elétrica. Segundo ele, em 30 dias eles já têm condições de começar a obra (com previsão de término em sete meses).

Na medida do possível, vou tentar registrar o passo-a-passo da grande aventura por aqui. Isso se controlar a ansiedade e encontrar um tempinho entre as milhares de coisas que estão aparecendo todas juntas ao mesmo tempo.

Não desistam de mim! E torçam para que tudo dê certo!

A brincadeira começou.

Fonte: We heart it / Lali Curró

Um passo de cada vez

Fonte: We heart it / Lali Curró

De repente, tudo mudou. Não que a vida já não estivesse repleta de surpresas – sim, boas, mas não por isso menos “tumultuadas”. Mas, de repente, tudo mudou. Nossa casa já não era nossa casa, nosso futuro era incerto, nosso destino mais ainda.

É a sina de quem mora de aluguel. Ou talvez de quem insista em correr atrás do próprio sonho. A questão é que tínhamos que mudar: a casa em que morávamos fora vendida. Sessenta dias para desocupar o imóvel. Do desafio nasce a esperança. E da correria, o ímpeto para seguir em frente. Se tínhamos que sair, por que não mergulhar de cabeça na aventura? Por que não arriscar, não pagar para ver?

Nos últimos dois meses, tudo mudou. Estamos de casinha nova – namorido e eu – um novo cantinho alugado para chamarmos de lar. Ainda está tudo bagunçado… mas o potencial de aconchego já pode ser visto por todo lado. E finalmente resolvemos dar o grande passo no rumo do nosso sonho de casa.

Dá um friozinho na barriga – não temos tanto dinheiro quanto seria necessário, nem experiência alguma nesse tipo de coisa. Pensar em construir uma casa ainda me parece uma ideia grande demais. Mas vamos adiante mesmo assim.

O tempo está curto, o trabalho é muito. Mas já consegui dar uma carinha nova – ainda provisória – ao blog. Quem sabe não consigo aparecer aqui de vez em quando? As novidades são muitas, garanto. E prometem aumentar daqui pra frente.

Fonte: We love it

Sobre ausência e sonhos

Estou afastada do blog há um bom tempo. Quando tudo começou, não imaginei que seria tanto. E acho que devo algumas explicações para todas as pessoas queridas que passam sempre por aqui – e também para algumas novas, que estão chegando e encontram essa casinha tão especial, mas tão largadinha.

Quem me acompanha há algum tempo sabe que moro de aluguel desde que saí da casa dos meus pais há quase 13 anos. Nesse tempo todo, sonhei com uma casinha que fosse minha, um cantinho próprio, aquela coisa – que para muitos pode soar meio piegas – do “sonho da casa própria”.

Fonte: We love it

Vocês não imaginam o tanto de estandes de venda de imoveis visitei. Alguns de condomínios prontos, mas muito caros, outros na planta, bem mais em conta. Já com namorido, acabamos comprando um sobrado na planta, em um condomínio em Cotia, Grande São Paulo. O pior erro de nossas vidas, já que a obra nunca foi entregue e até hoje – seis anos depois – ainda percorremos as entranhas do judiciário simplesmente para ter o dinheiro que pagamos de volta. Nada mais que isso: só o dinheiro que pagamos. Bom, essa é uma história que daria longos e tristes posts e esse não é foco. 😉

Quero focar em coisas boas – o que me leva de volta ao assunto desta conversa, que é por que desapareci, e por que continuarei um pouco ausente. Acontece que em 2009 compramos um terreno, também em Cotia. Um espaço lindo, em um lugar totalmente verde, cheio de árvores e passarinhos. Lá construiremos “meu sonho de casa”, e esse terreno é o motivo e a inspiração de tudo o que já escrevi neste blog até hoje.

Só que construção implica dinheiro, e dinheiro implica – no meu caso – trabalhar para conseguir. Desde julho estou dividindo meu tempo entre o trabalho tradicional, de oito horas, na firma, direitinho, e um frila que me toma todo o tempo restante – incluindo noites, feriados e finais de semana.

Confesso que estou um pouco cansada, mas estou adorando. O trabalho é super gostoso. Além de um desafio, é algo que gosto de fazer – envolve escrita e pesquisa, que são duas paixões. Inicialmente meu prazo para terminar tudo era exatamente hoje. É claro que não consegui. Consegui esticar a coisa por mais algum tempinho. Mas não sei se consigo voltar ao blog decentemente antes de 2012.

Mas prometo que voltarei. Alguns passos mais próxima de conquistar meu sonho, com muitas ideias na cabeça e várias coisas para compartilhar com vocês. Aí, quem sabe, falaremos sobre planos concretos – projetos arquitetônicos, de decoração e jardinagem, já pensando em um espaço real, não mais em um espaço que ainda será.

Enquanto isso, torçam por mim. E eu torcerei para que 2012 seja um ano incrível para tod@s nós.

Quer ganhar um pufe ecológico?

Tudo começou com um simpático convite da Larissa, responsável pelo blog, Minha Casa Minha Cara, da Meu Móvel de Madeira. Ela queria presentear os leitores do blog com um pufe ecológico e queria saber se eu topava fazer a capinha. É claro que sim! Um bom tempo se passou desde esse dia (vocês sabem que minha produção crafteira segue ritmo de tartaruga), mas agora sou eu quem tem um convite para vocês: que tal participar da nossa brincadeira e concorrer ao pufe? Continue lendo

E a Mega é exatamente isso: mega

Imagine um espaço de exposições com mais de 30 mil metros quadrados. Coloque lá dentro mais de 300 estandes –  e tem de tudo, desde grandes marcas de produtos que trazem seus lançamentos até pequenas cooperativas tentando vender seus produtos. Essa é a Mega Artesanal. E é mega mesmo… Continue lendo